Promover a integração através do conhecimento. Essa é a missão que norteia as atividades da UNILA, onde a diversidade de nacionalidades já se tornou uma marca registrada.

Desde sua concepção, quando foi pensada para ser uma universidade para a América Latina, a UNILA já tinha definida uma de suas principais características: a transnacionalidade. Desta forma, a própria lei que a criou determina que 50% de seus alunos e professores seriam brasileiros, e a outra metade, oriundos dos demais países latino-americanos.
Quase quatro semestres depois de iniciadas suas atividades acadêmicas – e com um corpo discente de mais de 1.200 alunos –, já é possível observar esta meta sendo cumprida. E o que pode parecer, a princípio, meros números, na prática representa o embrião de uma verdadeira integração que deverá dar frutos em alguns anos.
De acordo com o último levantamento feito pela Pró-Reitoria de Graduação, a UNILA conta hoje com alunos brasileiros, paraguaios, argentinos, uruguaios, peruanos, chilenos, bolivianos, colombianos, equatorianos e os recém-chegados venezuelanos e salvadorenhos.

Os números, que ainda não incluem os estudantes vindos da Venezuela e El Salvador, demonstram que, de um universo de 1.231 alunos matriculados, 627 são brasileiros, enquanto 604 são estrangeiros. A partir destes dados, observa-se que a paridade entre brasileiros e estrangeiros já é uma realidade.
Entretanto, a divisão das nacionalidades não é rígida, e os números indicam algumas peculiaridades. Por exemplo: entre os estrangeiros, o país com maior número de representantes na UNILA é o Paraguai. São, no total, 223 jovens vindos do país vizinho.
Outro país que tem um número proporcionalmente significativo de alunos, principalmente se considerada a distância, é o Equador, com 70. O número de peruanos também impressiona: 65. A maior concentração de algumas nacionalidades em determinados cursos também permite traçar algumas comparações.

Entre os brasileiros ingressantes em 2012, a grande maioria está matriculada no curso de História da América Latina. São 42 nesta graduação. Já os paraguaios, em sua maioria, cursam Arquitetura e Urbanismo (14) e Desenvolvimento Rural e Segurança Alimentar (13).
O curso de Arquitetura também é o preferido dos peruanos: são 13 no total. Os equatorianos, por sua vez, concentram-se mais no curso de Engenharia Civil de Infraestrutura, com 12 representantes.
O trabalho de negociação com os países não para. Nos próximos processos seletivos, a tendência é que essa representatividade seja ainda mais diversificada. A intenção da UNILA é ter alunos vindos de todos os países da América Latina e também do Caribe. Para garantir esse crescimento da internacionalidade, a Reitoria e a Secretaria de Relações Internacionais têm mantido contatos constantes com autoridades de Educação de vários países latino-americanos, além de firmar acordos de cooperação com instituições estrangeiras, que possibilitarão ampliar as relações.
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