Integração, juntos somos mais fortes

Redija abaixo um conceito importante aprendido em aula e que poderia/deveria ser estendido a toda comunidade latino-americana. (Leia direto na imagem clicando aqui)

Integração, juntos somos mais fortes (texto anônimo)

Integração, uma nova palavra em meu cotidiano. No contexto social em que me insiro, como estudante universitário, tenho certeza que em momento algum falou-se tanto em integração.

Quando falamos em integração, devemos tomar cuidado para que não a entendamos como mera unificação, tendo como exemplo os processos históricos em que se buscava a unificação de culturas como estratégia de domínio de povos. Devemos compreender a integração como um processo de união, que nos fortalece na busca de nossos objetivos, por mais diversos que sejam. Neste processo, é imperativo o respeito pelos agentes heterogêneos, pelas diferentes concepções de mundo e pelas crenças. Somos povos extremamente diversos e, ao mesmo tempo, um só. Nossa diferença é nosso maior tesouro. É isso que temos que defender e lutar com todas as forças. Precisamos evitar que projetos integracionistas mal planejados nos homogeneízem.

Podemos falar em projetos de integração em vários âmbitos. Os econômicos, até então, mostraram-se ineficazes, pois seguem a ideia de poder e, a grosso modo, buscam objetivos que não contemplam a todos, condicionando economias em situação de desenvolvimento inferior a entrar em sistemas e acordos em que sempre são prejudicados.

Dentre os projetos de integração, o que mais acredito é a integração cultural. Um bom exemplo de que está dando certo com planejamento e bom desenvolvimento é a Bienal do Mercosul, evento que reúne artistas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é ponto de encontro para debates políticos e, além disso, permite a construção de pontes entre resistentes poetas de lutas diárias nesta sociedade que a cada dia, sente mais necessidade de arte para tornar nosso universo sensível.

 

Nós, Unileiros estamos no “boom” latino-americano de um projeto de integração. Acredite! No século XX, o “boom” da literatura latino-americana buscava o reconhecimento de sua arte. Hoje, entendo tais movimentos como vanguardistas - e este é mais um conceito que torna-se presente em meu cotidiano, e o relaciono com nossa realidade.

Pensar Integração em uma sociedade que luta pela defesa de direitos básicos onde exista o respeito ao próximo e às diferenças. Estamos “vanguardeando”. Não somos iguais e não precisamos ser. Somos essencialmente diferentes e o fato de termos cada essência diferente não impedirá de lutarmos juntos por objetivos em que todos possamos ser beneficiados. A integração pode ser para todos.

Acredito na integração cultural. Pela arte e cultura, principalmente. Arte é forma de vida, de expressão e de liberdade. Músicas produzidas em períodos ditatoriais, de forte controle e em meio a perturbações sociais, conseguem criticar (derrubar/fazer frente) a regimes dominantes (ou totalitários), e é claro, à sociedade da época. A arte é salvação e por meio dela encontraremos um caminho para a integração. Se quiseres, escolha este caminho e não esqueça que precisamos de ti porque juntos somos mais fortes.