Caminhando por um sonho

Meu nome é Diego Roberto Acosta Torres, mas todos me conhecem como PETER, tenho 18 anos, sou do Paraguai e estudo Relações Internacionais. Vou contar minha a experiência na Unila até aqui.

Tudo essa história de vir a estudar na Unila começou com uma ideia propostado meu tio, feita aos meus pais, em29 de dezembro do ano passado.  Depois disso vim por mim mesmo.

No começo não estava tão feliz em deixar tudo no Paraguai e ainda mais a minha quarida cidade Itá. Mas sabia que era uma boa oportunidade para mim, para os meus pais e para a minha pátria. O meu desejo sempre foi estudar fora do país, para ter um conhecimento mais amplo do que é a vida fora da sua própria casa, do seu próprio país. E também para conhecer novas culturas, novos pensamentos, que cada pessoa da América Latina tem sobre os demais países. Sendo que estudar relações internacionais é um desejo que tenho 13 anos... tudo isso era um sonho, era o meu sonho.

Passaram três meses daquela proposta e inesperadamente me chamaram e disseram que fui aprovado para a graduação na Unila. E que em março, teria que estar em Foz do Iguaçú.

Fiquei extremamente surpreso com a notícia, não consegui acreditar, já que ela chegou de repente. Meus pais ficaram muito felizes com o fato, chegando a chorar de felicidade. Sabiam que essa era uma ótima oportunidade, que não aparece duas vezes na vida.

Chegou o dia 12 de março e as malas já estavam prontas. Viajei até a universidade em Foz em companhia de alguns amigos que havía conhecido nos tramites de todos os papéis requeridos pelo MEC.

Cheguei com muita ilusão e felicidade com ao lugar. Abri os olhos e não podia acreditar que estava no Brasil, conhecendo a Unila, uma universidade que em breve será consolidada como uma das melhores da América do Sul.

Com o passar dos dias me matrículei e atendi a todas as solicitações feitas pela SAEC e pela Polícia Federal. Os dias seguintes foram de muita integração entre todos os estudantes de distintos países que aqui estavam presentes.

Cheguei ao hotel Fenice com companhia de um amigo Paraguaio, nos acomodaram e nos trataram muito bem. No dia seguinte, conhecemos o prédio da universidade no qual estudaríamos, a Uniamérica.

Ali nos apresentaram as matéria e o plano de ensino que teremos em todo o semestre. Para mim, era um pouco complicado por causa do idioma, o português. Na primeira semana principalmente, não consegui entender os diálogos, porém com o passar dos dias fui me acostumando a tudo, e tratando de aprender. Conheci mais da cidade de Foz, os meios de transporte e seus respectivos horários.

Esta experiência que estou vivendo é única. E somente nestas três semanas que estou em Foz tenho me dado conta da importância que possui a integração. Conheci muito de cada país, da comida brasileira, o feijão com arroz. O “completo” que é uma comida tradicional chilena. Repassei alguns dos costumes paraguaios, como o doce idioma GUARANI, e o tradicional TERERE e alguns pratos. Quemdisse que não iria tentar?

 

Conheci ainda os termos usados por cada país, do Equador, Chile, Peru entre outros. Por exemplo, jamais havia escutado CHEVERE, é um termo que os equatorianos utilizam muito, o KACHAI? São vocabulários novos para mim que escuto diariamente no hotel, já que divido quarto com muitos deles. E os considero mais que uma família!

São termos, cultura e história que jamais iria escutar se não tivesse vindo para a Unila. Por isso, dou graças a Deus, ao Ministério da Educação e a Cultura do meu país. Minha família que sempre me apoiou para realizar este sonho, que me parecia tão distante. E claro, como deixar de lado ao meu país, meu Paraguai querido, que me deu a mão e confiou em mim, para alcançar esse objetivo desejado por qualquer pessoa. E ainda agradeço muito a Unila, por oferecer-me a oportunidade de estudar e conhecer de verdade o que seria uma realidade muito favorável a mim daqui uns cinco anos.

Estou extremamente feliz, vivendo no Brasil e estudando na Unila. Sinto muito a falta da minha família, meus amigo, de jogar futebol e handebol. Mas isto que estou passando é uma experiência única que jamais esquecerei. E pouco a pouco vou me dando conta que este sacrifício que estou e estão fazendo meus pais não é vão, e lhes vou devolver com acréscimos.

Diego Acosta Torres
Relações Internacionais - Unila